Febre amarela
Para isso, a 20th Century Fox não economizou esforços para espalhar ao redor do mundo as imagens amarelas e de olhos saltados. Nos EUA e Canadá, a rede de supermercados 7-Eleven transformou suas filiais em réplicas do Kwik-E-Mart, a loja de conveniência da fictícia Springfield. Na Inglaterra, a divulgação causou protestos com um desenho imenso de Homer de cuecas na colina de Cerne Abbas, ao lado de uma figura ancestral de um homem nu que simboliza a fertilidade.
Por aqui, a Fox censurou a dublagem de um episódio recente, em que a família (mais uma vez) esculhambava o Brasil. Em 2002, um episódio que retratava o Rio de Janeiro com macacos e ratos nas ruas gerou protestos de autoridades brasileiras, e ironias por parte dos produtores da série. Os fãs dos Simpsons, no entanto, não se preocupam tanto assim com correção política. Quanto a isto, Groening trata de tranqüilizá-los. “Queríamos um filme que fosse realmente uma experiência cinematográfica para o público, sem abrir mão da fidelidade ao programa. Tivemos o cuidado de não elitizar o filme.”
CONVIDADOS ILUSTRES
Como na série de TV, ’Os Simpsons — O Filme’ tem participações especiais ilustres. A banda Green Day (seu destino é cruel) e Tom Hanks estão entre eles. No filme, Arnold Schwarzenegger é o presidente dos Estados Unidos e decide isolar Springfield do resto do mundo depois que uma trapalhada de Homer a transforma na cidade mais poluída do país. Furiosos, os vizinhos se voltam contra a família Simpson, que foge para o Alasca, mas volta para salvar a cidade de um destino estapafúrdio: ser substituída por um novo Grand Canyon. O longa, de cerca de 90 minutos, teve 11 roteiristas, mais de 100 tratamentos e custou 75 milhões de dólares, mas já está no lucro.
Fonte: O Dia por Ricardo Calazans
