Internauta perde direito sobre o nome “Simpsons Movie”

GENEBRA (Reuters) – Um internauta norte-americano perdeu na quarta-feira o direito de operar um site que usava o nome “The Simpsons Movie” a fim de atrair fãs da série de animação a sites relacionados com as produções dele para a Internet.

Um painel de arbitragem da WIPO, a agência de patentes das Nações Unidas, decidiu que Keith Malley, de Nova York, deve ceder o controle do site thesimpsonsmovie.com à Twentieth Century Fox, a subsidiária da News Corp. que controla a marca registrada dos Simpson.

O filme, que tem por tema a família que se tornou famosa devido a uma série de animação, estreou em 20 de julho, em Springfield, Vermont, e deve começar a ser exibido em cadeia nacional de cinemas na sexta-feira.

A decisão da Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO) determinou que Malley havia registrado o domínio com o objetivo de conduzir negócios a outros sites controlados por ele, que promovem e vendem mercadorias associadas a “Keith and the Girl”, site muito popular que ele produz.

O painel de arbitragem disse que a criação do site com o nome dos Simpson representava “má fé no registro e uso” do endereço.

O caso, que coloca em destaque as dificuldades envolvidas em administrar a Internet, foi apresentado em maio pela Twentieth Century Fox.

A WIPO vem operando desde 1999 um sistema de solução de disputas sob o qual os detentores ilegítimos de domínios podem ser contestados, e ter seus sites fechados ou transferidos a proprietários mais legítimos. Malley, 33, que opera o site com sua namorada, a cantora Chemda Khalili, não apresentou defesa, informou a WIPO.

Ao longo dos últimos oito anos, a agência da ONU lidou com cerca de 10,5 mil casos de registro indevido de domínios, muitos dos quais envolvendo marcas famosas que vão de empresas petroleiras a cadeias de hotéis, bem como os nomes de conhecidos astros de cinema, escritores e clubes esportivos.

No começo do ano, a WIPO disse que a gestão da Internet estava sob ameaça de piratas que adotaram diversas técnicas para registrar nomes de domínio e criaram um mercado sem regras para negociá-los.

Fonte: Reuters

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